terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

 







A (In) Visão da Cidade


Pelas ruas onde ando

Pelas estradas onde caminho

olhando  pela janela eu busco ver o invisível…

Na estrada de terra, vejo um homem, um carro e um cavalo

Na rua de asfalto vejo um homem, uma bicicleta e um fogareiro.

Essas imagens me perturbam

um deles dirige o carro que carrega o reboque que tem o cavalo

o outro está na bicicleta com o fogareiro aceso na garupa

o movimento de um me remete ao outro

quantos elementos para além do visível

a existência poética da história destes homens

o que olha, os que são olhados

eles não se percebem

cada um dono de seu próprio universo.

Verso que faz ver-me e ver-se tão perto deles

fábulas de uma mesma raiz

o homem e o deus no próprio homem.

passageiros de toda uma existência

assim caminha a humanidade.

Vagarosamente.

Pela lente dos olhos ainda humanos

distantes do olhar de vidro sobre as mãos, esse tal de meta verso,

dedos que tentam subir ou descer imagens

enquanto o mundo lá fora precisa ser tocado

cuidado , cuidado de um , cuidado de todos.

Um olhar para o outro e apenas sorri entre si.

esse código do silêncio que grita nos meio das palavras jogadas  ao vento.

Eu me entendo 

Tu me percebes

Nus entendemos, sem pecado.

Original.


Moisés Chaves

Teresina, manhã de terça feira de pré carnaval 2026

alegoria sobre a solidão.


Nenhum comentário:

Postar um comentário