quarta-feira, 7 de maio de 2014

curto



no meio da tarde
escuto o ponteiro do relógio
cada segundo é um longo tempo
esperar as horas é um curto circuito
um circulo quadrado em sala de espera
sem compasso abrir a porta
fechar a janela olhar a rua em movimento
lento, lento lento
um lance de escada
um caminhar vadio pelas ruas
um tempo curto em rumo ao vento
sem pressa de chegar em casa
pois as vezes o mundo é meu 
o mundo é meu por um momento.


Mocha, tarde no centro de Teresina 
manha de maio, 7

segunda-feira, 14 de abril de 2014

película......sem imagem!

nunca mais escrevi um poema
isso não significa que ele nunca  foi feito
sem sequer um rabisco numa folha de papel vagabundo
ou mesmo uma fotografia que se  esconde no fundo de uma gaveta

nunca mais o tempo se versificou em mim
isso não significa que ele não tenha me atirado pedras
pra começar minha desconstrução poética

nunca mais um  poema pariu em mim uma nova palavra
sem tempo de espera nem um grito de alerta na agonia do deserto.

nunca esperei que se fizesse um poema em segundos
sem nenhuma emoção de primeira
nunca enfrentei uma fila de espera
em busca de uma canção verdadeira

nunca mais um poema uma falta
uma ausencia que prenuncia um dilema
venha poema, não se vá
fico a janela a espiar pela estrada
que apareça de novo
como se fosse de tarde
 numa sessão de cinema.


mocha
janela na ilhota numa noite onde a lua menstrua.

teresina noite de 14 de abril 2014

domingo, 29 de dezembro de 2013

O MEDO DO AMOR NUMERO ZERO



O Amor não tem principio
o amor é  meio
é vida sem fim.

Para amar esqueça o medo
mergulhe fundo  e abra os olhos
respire fundo e nada  espere.

Amor não precisa de nada
nem de troca nem de troco
amor é para poucos que são muitos
olhe  perto e vá mais longe.

Amar não tem receita, nem regime
amor não tem disfarçe
amar não é uma arte
amar não tem sequer uma porta
é só um caso a parte do outro lado da janela.

Amor não tem um porto
amor não tem navio
amor começa quando
 voce menos espera

Quando a  paixão está por perto
o amor fica á espreita
Amor verbal
Amor carnal
Amor transcende

O sujeito que não ama
que nenhuma chama acende
pelo medo de amar
não se sujeita e nunca aprende

volta a ser um zero a esquerda
nem um ponto e  uma virgula
nem isso compreende muito menos 
a linha e o linho, nem a abelha nem a flor.

Quem tem medo  de amar, tem  o medo de ser gente.
tem o medo de somar e de ser dois
sendo um   e o que o outro sente.


Mocha, 27 de dezembro  perto da lagoa noite em Saõ Luis/MA

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

cinco 5 cinco

Sempre gostei do número cinco, gosto de contar as coisas nos dedos, pensei muito e resolvi em cinco minutos escrever cinco palavras que viraram vinte cinco depois cinquenta, depois pensei em cinco horas que poderia haver mais outras tantas entre os cinco continentes, os cinco elementos, os cinco sentidos, as cinco vogais.....


flora fauna selva 
relva pulsa seiva
âmbar barco ruína
átomo morro salva
tombo cairo mouro
moita meiga morta
poema cinco finda
quero funda marco
pular cerca queda
agora tomar caldo
celso calor vista  
visão plena poeta


Régua troço posso

Fosso gruta morna
Penis pinta torta
Gesso fossa feito
Reina fruta amora
Agora ameno furta
Antes Venus vulva
Navio vento nuvem
calha telha folha
Pouco merda turva
Ponto porto porta
Pente putas perna
Bunda  bolsa grana
Deita grama groza
Polvo pêlos prosa
Muído mundo filma
Atual mente frota
Geral mente volta
Manco fundo afora
Avião ágora agora
Sonho Ícaro Mário....
Valsa  poeta falha.
 

tanta tinta falsa
sinto muito tanto
cinco quase falta
canto conto palma.

Mocha
um poema quase matemático.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Terra Molhada....



Um dia inteiro de calor
uma agonia, um vento que não chega.
Água que brota de minha pele
um mar de sal em minha língua.

Um sorriso é meu refresco
a companhia do amor de gente boa.

No final da tarde
outubro, outono, outrora 
outros tempo em que a terra  aflora.

O cachoro calado
a sabiá que se encoruja
lua que se apresenta em comunhão.

De repente o céu chora
a terra parece gozar ao ser penetrada
cópula dos deuses
um copo de agua fria depois de um café quente.

Essa folia de pisar em terra molhada
esse prazer de viver esta alegria.

Essa água que cai em prantos
pra acalmar o dia em festa.

Felicidade que contagia.


Mocha

Sitio santa rosa , manha de chuva em outubro


terça-feira, 13 de agosto de 2013

JOVENS





Quem é este senhor no espelho?
Ele me espia na parede da sala
Que tempo é este que me olha e não repara?
Quem é o tempo da pele?
Que passagem é esta?
 Sem tempo, sem escala, sem demora
Qual é o tempo da história? 
Eles nunca tem hora
eles não tem memória
Eles estão bem na foto
Eles são uma lenda
essa juventude eterna
Retrato sem fenda
sem músculo, sem Glória.


Moisés Chaves
Castelli  12 de agosto, segunda  depois da meia noite

sexta-feira, 26 de julho de 2013

poema para se descrever

escrevi alguns poemas, alguns eu guardei, outros não sei onde coloquei......mas encontrei e agora eu posto e aposto.....









uma alma se expoe em palavras
sem fala ele me diz tudo
quando abre sua boca que eu mesmo recebo
conjugo meu verbo no seu
e assim em um instante
somos amantes
vemos livros na estante
percorro seu corpo
leio sua alma
sorrio que quase gargalho
depois de sermos um
ele dorme e eu velo seu sono
apago a luz e acendo meu dia!

Mocha
25 de um mes qualquer