Certo ou Errado
Não quero perder a noçao das coisas
nem precisar vender o meu caráter
Só preciso fazer o meu trabalho
sem andar de pires mendigando atenção.
Não preciso ser Maria
nem rainha da Inglaterra
so quero ver meu canto
encantando a multidão
Meus valores são maiores
minha fome é criação
tenho sede de verdade
mas me embriago de ilusão.
Ando de cabeça erguida
mas me ajoelho diante de Deus
a natureza é minha igreja
valorizo a existência dos irmãos.
O que é certo, o que é errado
cada qual tem seu conceito
levo a vida do meu jeito e voce que leve a sua
o que importa o que é justo?
só precisa mão na mão e olhar nos olhos
e quando errar, pedir perdão.
Mocha
tarde quente sitio santa rosa, 12 de julho de 2014
sou de teresina,ator e diretor de teatro formado pela escola de teatro gomes campos, e canto por que o instante existe o que me deixa um artista completo pois tambem já dancei, já fui contraregra, produtor executivo, professor de natação, diretor artistico, gerente de bar.... enfim um brasileiro que trabalha com muita dedicação no teatro e dirijo a ctc- companhia de teatro da cidade....
sábado, 12 de julho de 2014
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Posse
Eu não preciso de amarras
pra saber o que é meu
nem tampouco colocar etiquetas
nas coisas e pessoas que estão junto a mim.
As arvores que planto
as pessoas que abraço chorando ou sorrindo
os livros que lemos juntos
as flores que existem em cada jardim.
Deixar os bichos correrem soltos
se achegarem vez em quando quando querem
o melhor cofre é a memória
que guardam tudo isso que nunca tem fim.
Das coisas que mudam a vida
o sorriso é de longe a melhor de todas elas
as coisas que amo deixo-as livres
pois se querem voltam , um dia elas voltam pra perto de mim.
Mocha
Caçimba Velha
manha do dia 10 de julho.
Eu não preciso de amarras
pra saber o que é meu
nem tampouco colocar etiquetas
nas coisas e pessoas que estão junto a mim.
As arvores que planto
as pessoas que abraço chorando ou sorrindo
os livros que lemos juntos
as flores que existem em cada jardim.
Deixar os bichos correrem soltos
se achegarem vez em quando quando querem
o melhor cofre é a memória
que guardam tudo isso que nunca tem fim.
Das coisas que mudam a vida
o sorriso é de longe a melhor de todas elas
as coisas que amo deixo-as livres
pois se querem voltam , um dia elas voltam pra perto de mim.
Mocha
Caçimba Velha
manha do dia 10 de julho.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
sopro
as vezes um murmuro é mais forte que um grito
o silencio das coisas acalmam
o cheiro da sopa quentinha
o cheiro de lavanda, o talco
o pijama.
o tempo na caçimba é outro
o vento quase caminha na estrada
o barulho dos bichos que falam
a noite é andante de passos lentos
anunciam a jornada que amanha se repete
e de novo um dia que parece outro
espelho de ontem com o sorriso de agora.
Mocha
noite fria vendo o ninho do joão de barro
07 de julho de 2014
as vezes um murmuro é mais forte que um grito
o silencio das coisas acalmam
o cheiro da sopa quentinha
o cheiro de lavanda, o talco
o pijama.
o tempo na caçimba é outro
o vento quase caminha na estrada
o barulho dos bichos que falam
a noite é andante de passos lentos
anunciam a jornada que amanha se repete
e de novo um dia que parece outro
espelho de ontem com o sorriso de agora.
Mocha
noite fria vendo o ninho do joão de barro
07 de julho de 2014
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Que lado.....
Quantos lados tem um poema
o lado de dentro, o lado que aflora
o lado de fora, que precisa ser visto
que tem que ser visto por ele, o Rebento
Quantas vezes voce esteve do lado
de qualquer pessoa, em qual o momento?
Quantos lados tem o preto no branco
o certo o errado, o burro ou o jumento
o lado do sol, o lado da lua
o lado da casa , o lado da rua
viver a vida do outro com sentimento!
Quantos lados tem a sua sombra
quando voce olha pra se ver no cimento
o olho que água, que volta pra terra
essa massa parada, essa outra no vento
uma folha que cai, outra vira outro tempo.
Quando voce percebe que o mundo é redondo
não precisa de lados, só precisa de centro
uma vida começa quando a outra se finda
uma mão deixa a outra quando chega o momento.
Mocha
para uma amiga que perdeu seu filho
Fim de tarde do dia 03 de julho de 2014, Teresina
Quantos lados tem um poema
o lado de dentro, o lado que aflora
o lado de fora, que precisa ser visto
que tem que ser visto por ele, o Rebento
Quantas vezes voce esteve do lado
de qualquer pessoa, em qual o momento?
Quantos lados tem o preto no branco
o certo o errado, o burro ou o jumento
o lado do sol, o lado da lua
o lado da casa , o lado da rua
viver a vida do outro com sentimento!
Quantos lados tem a sua sombra
quando voce olha pra se ver no cimento
o olho que água, que volta pra terra
essa massa parada, essa outra no vento
uma folha que cai, outra vira outro tempo.
Quando voce percebe que o mundo é redondo
não precisa de lados, só precisa de centro
uma vida começa quando a outra se finda
uma mão deixa a outra quando chega o momento.
Mocha
para uma amiga que perdeu seu filho
Fim de tarde do dia 03 de julho de 2014, Teresina
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Perdido
meu parceiro nunca está ao meu lado
sempre dizia eu tenho que ir
fui ao fundo do poço procurar por mim
e nem em seus olhos eu nunca me vi
meu parceiro anda por ai perdido
fingindo ser o que nunca foi e me fez tão mal
veio a mim em total desespero
era fim de ano seria reveillon, mas era tudo puro carnaval
meu parceiro quer ser o meu amor
mas não tem coragem , ele não quer se expor
me cansei de tudo que não era vida
eram só momentos que terminavam em dor
hoje mesmo sozinho fico mais tranquilo
eu quis um turbilhão , ele quis motor
já não estamos juntos, nem nunca estivemos
tudo ilusão , era quase amor , era um amor em outra dimensão.
Mocha
teresina, fim de tarde aeroporto 11/06 /2007
segunda-feira, 9 de junho de 2014
A PALAVRA CLARA......
A palavra Clara
Penso que o verbo se fez carne muito antes dela nascer, e eu não sabia como começar a escrever um texto para falar de algo maior ou
de alguém que só a dimensão do passar
dos anos irá confirmar o que você ve
agora; pode parecer complicado a principio e principalmente se eu começar a
escolher qual a melhor forma de
descrever o prazer de ler uma grande escritora , assim me senti depois de ler o terceiro livro de uma escritora que acompanho desde a mais tenra infancia, e o que tinha em minhas mãos ," As Pequenas Grandezas do dia a dia" me deixaram ainda mais emocionado e eu não queria de maneira nenhuma me deixar levar somente pela emoção e falar coisas da boca pra fora e também penso que não existe uma
forma, nem mesmo uma fórmula para se dizer o que se acha, o que se sente , o que passa por nossas cabeças quando lemos
uma obra de arte aparentemente simples, mas com um rigor, uma força, um
discernimento, um domínio e principalmente uma clareza.....Clareza! pronto,
achei a palavra que eu poderia ter começado este texto, poderia dizer que
Clareza seria a mistura de Clara com princesa, mas ela não é a princesa, ela
poderia no mínimo ser a rainha da história, mas ainda assim ainda não seria ela
pois ela é simplesmente a Dona da história, ou melhor a Dona das histórias
pelas quais ela se revela em seu mais recente livro, textos postados em seu
blog, mas que parecem novos quando estão em seu real papel, um livro em nossas
mãos....não que eu não conhecesse a tal escritora, pois ela já me tinha sido
apresentada, ou melhor ela mesma se apresentou
diante de mim,” elegantemente”, disse ela do alto dos seus infantes seis anos quando
fazia pequenas encenações no quarto da casa, ou melhor no sobrado da Coronel Afonso Romano em Botafogo , casa de sua mãe, grande amiga que se eu começar a falar as
histórias com certeza irão se misturar e eu emocional do jeito que sou posso me
tornar piegas e não é minha intenção levar o leitor as lágrimas. Melhor me ater
a palavra Clara, a escritora da Casa de Isabel, seu primeiro livro, que chamou minha atenção em um voo entre o Rio e
Brasilia, livro que eu não conseguia
parar de ler depois de seu lançamento
nos salões da UFRJ, na praia vermelha, onde Lima Barreto há muitos anos passados andava soturnamente pelos corredores; li de
uma tacada só, imaginando tudo como convém a um bom livro e um leitor , e
queria muito chegar ao seu final, pois cada capítulo era uma cena que precisava
ser observada ou degustada silenciosamente com os olhos e ao final chorei, chorei com a mais profunda emoção , mas não era apenas o choro de alguém que ama e
conhece a autora desde pequena, chorei pois tinha diante de mim o desabrochar de
algo que viria a ser muito maior ou melhor do que eu, ou do que qualquer um de
nós, mortais artistas, era uma grande escritora piauiense, brasileira, uma
outra dinastia....Clara Mello é assim, forte, súbita....e permanente sem ser
fixa, uma leitura construída, uma feitura de colcha de retalhos,retalhos que
não se perdem , uma rapadura de sonhos,
uma moleca, uma senhora...uma pequena senhora do tempo que só daqui a alguns
anos as pessoas irão dizer: Voce precisa ler Clara Mello, aliás você sabia que ela mora na mesma rua que Clarice morou e tem
um gato chamado Dante. - Surpresos? Eu ainda me surpreendo com Clara,
simplesmente uma das melhores pessoas do mundo, o mundo das palavras!
Moises Chaves
Sitio santa rosa, caçimba velha em Teresina. 06 de junho, o
mês das fogueiras, das festas....e das letras!
Assinar:
Postagens (Atom)
.jpg)
.jpg)



