OLÉMANHA.
abri os olhos
a boca em bocejos
abri a porta e as janelas
lá fora tudo continua igual
os pássaros cantam, cachorros deitados no chão
meu corpo parece que levou uma surra
minha cabeça pesa
ow cerveja alemã que desceu errado
tudo AINDA parece uma grande ilusão.
mocha, madrugada de quarta.
sou de teresina,ator e diretor de teatro formado pela escola de teatro gomes campos, e canto por que o instante existe o que me deixa um artista completo pois tambem já dancei, já fui contraregra, produtor executivo, professor de natação, diretor artistico, gerente de bar.... enfim um brasileiro que trabalha com muita dedicação no teatro e dirijo a ctc- companhia de teatro da cidade....
quarta-feira, 9 de julho de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
sopro
as vezes um murmuro é mais forte que um grito
o silencio das coisas acalmam
o cheiro da sopa quentinha
o cheiro de lavanda, o talco
o pijama.
o tempo na caçimba é outro
o vento quase caminha na estrada
o barulho dos bichos que falam
a noite é andante de passos lentos
anunciam a jornada que amanha se repete
e de novo um dia que parece outro
espelho de ontem com o sorriso de agora.
Mocha
noite fria vendo o ninho do joão de barro
07 de julho de 2014
as vezes um murmuro é mais forte que um grito
o silencio das coisas acalmam
o cheiro da sopa quentinha
o cheiro de lavanda, o talco
o pijama.
o tempo na caçimba é outro
o vento quase caminha na estrada
o barulho dos bichos que falam
a noite é andante de passos lentos
anunciam a jornada que amanha se repete
e de novo um dia que parece outro
espelho de ontem com o sorriso de agora.
Mocha
noite fria vendo o ninho do joão de barro
07 de julho de 2014
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Que lado.....
Quantos lados tem um poema
o lado de dentro, o lado que aflora
o lado de fora, que precisa ser visto
que tem que ser visto por ele, o Rebento
Quantas vezes voce esteve do lado
de qualquer pessoa, em qual o momento?
Quantos lados tem o preto no branco
o certo o errado, o burro ou o jumento
o lado do sol, o lado da lua
o lado da casa , o lado da rua
viver a vida do outro com sentimento!
Quantos lados tem a sua sombra
quando voce olha pra se ver no cimento
o olho que água, que volta pra terra
essa massa parada, essa outra no vento
uma folha que cai, outra vira outro tempo.
Quando voce percebe que o mundo é redondo
não precisa de lados, só precisa de centro
uma vida começa quando a outra se finda
uma mão deixa a outra quando chega o momento.
Mocha
para uma amiga que perdeu seu filho
Fim de tarde do dia 03 de julho de 2014, Teresina
Quantos lados tem um poema
o lado de dentro, o lado que aflora
o lado de fora, que precisa ser visto
que tem que ser visto por ele, o Rebento
Quantas vezes voce esteve do lado
de qualquer pessoa, em qual o momento?
Quantos lados tem o preto no branco
o certo o errado, o burro ou o jumento
o lado do sol, o lado da lua
o lado da casa , o lado da rua
viver a vida do outro com sentimento!
Quantos lados tem a sua sombra
quando voce olha pra se ver no cimento
o olho que água, que volta pra terra
essa massa parada, essa outra no vento
uma folha que cai, outra vira outro tempo.
Quando voce percebe que o mundo é redondo
não precisa de lados, só precisa de centro
uma vida começa quando a outra se finda
uma mão deixa a outra quando chega o momento.
Mocha
para uma amiga que perdeu seu filho
Fim de tarde do dia 03 de julho de 2014, Teresina
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Perdido
meu parceiro nunca está ao meu lado
sempre dizia eu tenho que ir
fui ao fundo do poço procurar por mim
e nem em seus olhos eu nunca me vi
meu parceiro anda por ai perdido
fingindo ser o que nunca foi e me fez tão mal
veio a mim em total desespero
era fim de ano seria reveillon, mas era tudo puro carnaval
meu parceiro quer ser o meu amor
mas não tem coragem , ele não quer se expor
me cansei de tudo que não era vida
eram só momentos que terminavam em dor
hoje mesmo sozinho fico mais tranquilo
eu quis um turbilhão , ele quis motor
já não estamos juntos, nem nunca estivemos
tudo ilusão , era quase amor , era um amor em outra dimensão.
Mocha
teresina, fim de tarde aeroporto 11/06 /2007
segunda-feira, 9 de junho de 2014
A PALAVRA CLARA......
A palavra Clara
Penso que o verbo se fez carne muito antes dela nascer, e eu não sabia como começar a escrever um texto para falar de algo maior ou
de alguém que só a dimensão do passar
dos anos irá confirmar o que você ve
agora; pode parecer complicado a principio e principalmente se eu começar a
escolher qual a melhor forma de
descrever o prazer de ler uma grande escritora , assim me senti depois de ler o terceiro livro de uma escritora que acompanho desde a mais tenra infancia, e o que tinha em minhas mãos ," As Pequenas Grandezas do dia a dia" me deixaram ainda mais emocionado e eu não queria de maneira nenhuma me deixar levar somente pela emoção e falar coisas da boca pra fora e também penso que não existe uma
forma, nem mesmo uma fórmula para se dizer o que se acha, o que se sente , o que passa por nossas cabeças quando lemos
uma obra de arte aparentemente simples, mas com um rigor, uma força, um
discernimento, um domínio e principalmente uma clareza.....Clareza! pronto,
achei a palavra que eu poderia ter começado este texto, poderia dizer que
Clareza seria a mistura de Clara com princesa, mas ela não é a princesa, ela
poderia no mínimo ser a rainha da história, mas ainda assim ainda não seria ela
pois ela é simplesmente a Dona da história, ou melhor a Dona das histórias
pelas quais ela se revela em seu mais recente livro, textos postados em seu
blog, mas que parecem novos quando estão em seu real papel, um livro em nossas
mãos....não que eu não conhecesse a tal escritora, pois ela já me tinha sido
apresentada, ou melhor ela mesma se apresentou
diante de mim,” elegantemente”, disse ela do alto dos seus infantes seis anos quando
fazia pequenas encenações no quarto da casa, ou melhor no sobrado da Coronel Afonso Romano em Botafogo , casa de sua mãe, grande amiga que se eu começar a falar as
histórias com certeza irão se misturar e eu emocional do jeito que sou posso me
tornar piegas e não é minha intenção levar o leitor as lágrimas. Melhor me ater
a palavra Clara, a escritora da Casa de Isabel, seu primeiro livro, que chamou minha atenção em um voo entre o Rio e
Brasilia, livro que eu não conseguia
parar de ler depois de seu lançamento
nos salões da UFRJ, na praia vermelha, onde Lima Barreto há muitos anos passados andava soturnamente pelos corredores; li de
uma tacada só, imaginando tudo como convém a um bom livro e um leitor , e
queria muito chegar ao seu final, pois cada capítulo era uma cena que precisava
ser observada ou degustada silenciosamente com os olhos e ao final chorei, chorei com a mais profunda emoção , mas não era apenas o choro de alguém que ama e
conhece a autora desde pequena, chorei pois tinha diante de mim o desabrochar de
algo que viria a ser muito maior ou melhor do que eu, ou do que qualquer um de
nós, mortais artistas, era uma grande escritora piauiense, brasileira, uma
outra dinastia....Clara Mello é assim, forte, súbita....e permanente sem ser
fixa, uma leitura construída, uma feitura de colcha de retalhos,retalhos que
não se perdem , uma rapadura de sonhos,
uma moleca, uma senhora...uma pequena senhora do tempo que só daqui a alguns
anos as pessoas irão dizer: Voce precisa ler Clara Mello, aliás você sabia que ela mora na mesma rua que Clarice morou e tem
um gato chamado Dante. - Surpresos? Eu ainda me surpreendo com Clara,
simplesmente uma das melhores pessoas do mundo, o mundo das palavras!
Moises Chaves
Sitio santa rosa, caçimba velha em Teresina. 06 de junho, o
mês das fogueiras, das festas....e das letras!
quarta-feira, 7 de maio de 2014
curto
no meio da tarde
escuto o ponteiro do relógio
cada segundo é um longo tempo
esperar as horas é um curto circuito
um circulo quadrado em sala de espera
sem compasso abrir a porta
fechar a janela olhar a rua em movimento
lento, lento lento
um lance de escada
um caminhar vadio pelas ruas
um tempo curto em rumo ao vento
sem pressa de chegar em casa
pois as vezes o mundo é meu
o mundo é meu por um momento.
Mocha, tarde no centro de Teresina
manha de maio, 7
no meio da tarde
escuto o ponteiro do relógio
cada segundo é um longo tempo
esperar as horas é um curto circuito
um circulo quadrado em sala de espera
sem compasso abrir a porta
fechar a janela olhar a rua em movimento
lento, lento lento
um lance de escada
um caminhar vadio pelas ruas
um tempo curto em rumo ao vento
sem pressa de chegar em casa
pois as vezes o mundo é meu
o mundo é meu por um momento.
Mocha, tarde no centro de Teresina
manha de maio, 7
segunda-feira, 14 de abril de 2014
película......sem imagem!
nunca mais escrevi um poema
isso não significa que ele nunca foi feito
sem sequer um rabisco numa folha de papel vagabundo
ou mesmo uma fotografia que se esconde no fundo de uma gaveta
nunca mais o tempo se versificou em mim
isso não significa que ele não tenha me atirado pedras
pra começar minha desconstrução poética
nunca mais um poema pariu em mim uma nova palavra
sem tempo de espera nem um grito de alerta na agonia do deserto.
nunca esperei que se fizesse um poema em segundos
sem nenhuma emoção de primeira
nunca enfrentei uma fila de espera
em busca de uma canção verdadeira
nunca mais um poema uma falta
uma ausencia que prenuncia um dilema
venha poema, não se vá
fico a janela a espiar pela estrada
que apareça de novo
como se fosse de tarde
numa sessão de cinema.
mocha
janela na ilhota numa noite onde a lua menstrua.
teresina noite de 14 de abril 2014
isso não significa que ele nunca foi feito
sem sequer um rabisco numa folha de papel vagabundo
ou mesmo uma fotografia que se esconde no fundo de uma gaveta
nunca mais o tempo se versificou em mim
isso não significa que ele não tenha me atirado pedras
pra começar minha desconstrução poética
nunca mais um poema pariu em mim uma nova palavra
sem tempo de espera nem um grito de alerta na agonia do deserto.
nunca esperei que se fizesse um poema em segundos
sem nenhuma emoção de primeira
nunca enfrentei uma fila de espera
em busca de uma canção verdadeira
nunca mais um poema uma falta
uma ausencia que prenuncia um dilema
venha poema, não se vá
fico a janela a espiar pela estrada
que apareça de novo
como se fosse de tarde
numa sessão de cinema.
mocha
janela na ilhota numa noite onde a lua menstrua.
teresina noite de 14 de abril 2014
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